Review – FUEL

Review – FUEL

“Em um presente alternativo, vastas áreas da América se tornaram inacessíveis, com os efeitos devastadores do aquecimento global.” Essa é a premissa de Fuel, transformando essas áreas em playground para corredores do mundo inteiro. O jogo acontece em uma América pós-apocalíptica, que dispõe de 14.000 quilômetros quadrados de terrenos virtuais – um feito que entrou para o Guinness Book of Games como o maior cenário já feito em um jogo do gênero.

Indo direto ao assunto, o jogo oferece dois modos: Career e Challenges. O modo Carrer se divide em três dificuldades: Rookie, Expert e Legend. Já o modo Challenges são missões do tipo corrida contra o tempo, seguir um helicóptero, ou um raxa com outro corredor. No início, você dispõe apenas de três tipos de veículos: moto, buggy e quadriciclo.

A moeda do jogo é o combustível, que você usa para comprar novos veículos e roupas. As corridas são guiadas por checkpoints, sendo livre ao jogador escolher o melhor caminho. Como a inteligência artificial do jogo é uma porcaria, as corridas ficam bem limitadas já que só você busca por atalhos. Os outros veículos fazem apenas o caminho correto, jamais se desviando do percurso.

Felizmente, temos um GPS que indica o caminho correto através de setas que aparecem na parte de cima da tela, mas não chega a ser o suficiente para impedir que você se perca. Pode parecer exagero, mas não é. Mesmo que você dirija em linha reta pelo cenário, a impressão que dá é que você vai levar horas para chegar no local que a seta aponta.

Após fazer a primeira corrida, que funciona como um tutorial, o game transporta o jogador para um mundo aberto e livre para explorar. Você poderá percorrer o mapa atrás de desafios, corridas, ou simplesmente para se divertir neste “open world racing”. Os cenários se esforçam para serem belos e com vida própria, mas fracassam toda vez. Até os efeitos climáticas que prometiam à este game uma experiência mais “hardcore”, vão por água abaixo quando você nota que são apenas enfeites bonitos, que não alteram em nada a jogabilidade ou o desafio do game.

A possibilidade de escolher no menu os desafios e corridas que permitem a progressão rapidamente vai substituir a vontade de ir até eles, pois chegar até o próximo checkpoint logo se tornará uma tarefa entediante para o jogador. Em Fuel, tudo é grande, distante e solitário. Nem as partidas online ajudam: é difícil encontrar gente jogando e, quando você encontra, a corrida demora muito para começar.

Graficamente, o jogo é mediano mas apresenta alguns problemas irritantes, como parte do cenário que aparece do nada e a freqüente queda de frames. Mas há algumas coisas que se salvam como o pôr do sol e os efeitos climáticos, que são realmente muito bonitos. Agora a música… Eu preferi jogar apenas ouvindo os efeitos sonoros.

Fuel foi um projeto ambicioso, que conquistou espaço no Guinness Book como também conquistou o desinteresse de jogadores que esperavam uma boa mistura de Pure com MotorStorm . É mais um destes jogos cujo potencial e expectativa eram enormes e o resultado final ficou longe do esperado.

Nota 2

Testado no: Xbox 360

Produtora: Asobo Studio

Distribuidora: Codemasters

Jogadores: 1 a 16

» Site oficial

Prós:
  • É o jogo com o maior cenário existente
  • Efeitos climáticos bem feitos
  • Liberdade nos percursos, criando atalhos nas corridas
Contras:
  • Física ruim
  • Falta sensação de velocidade
  • IA inexistente
  • Objetivos sem graça
  • Trilha sonora fraca



Comentários

  1. oxymus

    Em parte concorco e em parte discordo, realmente o game é gigante e tem muito chão para percorrer, o que nos leva a querer utilizar os atalhos do menu, mas nem por isso na minha opinião o jogo se torna entediante, os gráficos rodaram em um fps alto mesmo na resolução máxima permitida do meu monitor que é de 1680×1050 com as opções mais altas, o que oferece um gráfico muito belo das paisagens e como você disse efeitos climáticos muito bonitos, achei que possui um excelente engine. O que mais me impressionou além da imensidão do terreno do game foi o realismo da aderência do veiculo ao solo, a sua interação, lógico que o game vai mais para arcade do que para simulação, hehe, senão, seria praticamente impossível jogá-lo, bom mas como são pontos de vista quero deixar claro que eu pirei no game, detalhe que não sou chegado a games de corrida, talvez por este ser de um estilo mais radical, foi porque me simpatizei. Minha nota apesar de achar contras tbm no game é 8.5 ;)

  2. Pedro

    Game de corrida bom é Burnout Paradise.
    De quadriciclo, Pure domina!

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