Darksiders explora um tema comum nos jogos: o fim do mundo. Na história, War é um dos quatro Cavaleiros do Apocalipse. Quando o mundo é destruído prematuramente, War é convocado para intervir na batalha entre anjos e demônios e descobrir quem causou o Armageddon – que só aconteceria se os Sete Selos Sagrados fossem quebrados. Em situações como esta, para preservar o equilíbrio, um grupo chamado The Charred Council envia seus cavaleiros para matar as hordas do Céu e Inferno até que os dois reinos entrem num acordo de trégua.
Perante o confronto contra Abaddon, o general das forças do Paraíso, War descobre que um dos cavaleiros não chegou e que os Setes Selos Sagrados não foram quebrados. Straga, um dos escolhidos do Destroyer (o vilão do jogo), surge e elimina Abaddon. War enfrenta Straga, mas perde devido à sua estranha fraqueza. O cônsul, da The Charred Council, o sentencia à morte culpando-o por ter desencadeado o Armageddon. War implora para ser enviado de volta à Terra para descobrir o culpado pela Guerra Final e restaurar o equilíbrio entre as forças. O cônsul atende seu pedido, mas com uma condição: ser acompanhado pelo The Watcher, uma criatura que tem o poder de matar War a qualquer momento se ele não cumprir sua missão. E assim começa a aventura em Darksiders.
O jogo é uma mistura de gêneros que resulta em uma fórmula interessante, mas pouco original. Por conta disso é impossível não comparar Darksiders com outros jogos. O visual cartunesco lembra World of Warcraft, enquanto a jogabilidade lembra Prototype, Devil May Cry e Prince of Persia. A exploração do jogo foi inspirada em The Legend of Zelda: Ocarina of Time, e até as orbs de God of War estão presentes (em forma de almas coloridas). E por aí vai…
Para batalhar, War faz uso de armas, equipamentos e habilidades mágicas. No início, o protagonista não possui quase nada exceto sua longa espada, a ChaosEater. Ou seja, você vai levar muita bordoada até adquirir a arma secundária (uma foice chamada The Harvester) e aumentar o leque de golpes do personagem. Exceto pelos morto-vivos, os inimigos são bem fortes e exigem paciência e estratégia no combate. Principalmente por conta do bloqueio horrível, que só funciona quando você aperta o botão no momento que o inimigo atacar. War também consegue outras armas, como a poderosa luva Tremor Gauntlet, a pistola Mercy, o shuriken gigante Cross Blade, e uma arma criadora de portais, entre outras.
Além das armas padrões, War pode utilizar as armas derrubadas pelos inimigos (que são várias), arremessar carros e até utilizar um poste como bastão, por exemplo. Suas habilidades também ajudam: aumentar a defesa, realizar contra-ataques, planar, virar um demônio em chamas (Chaos Form), entre outros exemplos. Tanto as armas principais como as habilidades especiais (as Wrath Abilities) possuem um sistema de level. Há ainda a opção de adicionar equipamentos às armas, dando novas habilidades – o lado RPG de Darksiders.
The Watcher, dublado por Mark Hamill, o ajuda como um guia, sendo possível invocá-lo a qualquer momento quando estiver perdido em uma missão. Ao explorar os primeiros cenários, você conhecerá o demônio Vulgrim. Faminto por almas humanas, ele as troca por itens e upgrades para War. Ele aparece em pontos chave dos cenários e oferece transporte entre os mapas via Serpents Hole – uma criativa forma de evitar os loadings.
Apesar das qualidades, o game apresenta problemas de continuidade. No início a história o conduz à empolgação, com ótimas sequências de ação e diálogos entre os personagens. Mas logo você se vê num extenso mapa a ser explorado, com inimigos surgindo com pouca frequência e sempre em pequenos grupos. Demora muito até acontecer grandes eventos, como as batalhas contra os chefes. Os quebra-cabeças encontrados pelos cenários são interessantes e desafiam o jogador, mas logo caem na repetição. A única motivação para continuar jogando são as armas, upgrades e habilidades conquistadas. E neste quesito o jogo sabe como recompensar o jogador. Aliás, o cavalo Ruin é a melhor das recompensas.
Darksiders é um bom game, com uma boa mistura. Seu visual combina com a proposta do jogo e a história deve agradar os jogadores. Os cenários são caprichados, a trilha sonora é impecável, há muito o que explorar e a batalha funciona bem. Eu apenas senti falta de mais combos e uma defesa que funcionasse, pois é mais comum você esquivar dos golpes dos inimigos do que defendê-los. E se não fosse pelo ritmo ora parado ora empolgante, eu teria me divertido mais.











Parece bom… versãozinha para PC nada né….
Parece bom. Mas repetições me irritam.
isso que eu chamo de “review de verdade”
super detalhado e sincero, parabéns!
Bom! Estou gostando muito do jogo.Estou com 5 horas de jogo e concordo com análise acima. Mas o jogo vale a pena, da para se divertir e muito.
Uma coisa que gostei foi os momentos em que vc enfreta os chefes. Mas é isso, vale a pena!