Activision e Infinity Ward: esclarecendo a situação

Activision e Infinity Ward: esclarecendo a situação

Depois das informações do post anterior, resolvi buscar mais informações sobre o tema. E tem várias coisas muito interessantes. Quase tudo é rumor, mas vem de várias fontes internas coincidentes (da Infinity Ward e da Activision) citadas por vários sites, como o Binge Gamer e o Kotaku.

1. A Infinity Ward é propriedade da Activision, mas tem autonomia de administração (de maneira similar à Blizzard), podendo inclusive escolher outro publisher para seus jogos, se assim desejar. Essa autonomia está temporariamente reduzida devido a um contrato entre a Activision e a Infinity Ward que foi fechado, provavelmente, para o desenvolvimento de Modern Warfare 2. Não temos mais detalhes sobre esse contrato, mas ele termina em outubro. Então, teoricamente, Jason West e Vince Zampella poderiam voltar à empresa que eles fundaram depois que esse contrato terminar.

2. A Infinity Ward é co-proprietária da marca Call of Duty, juntamente com a Activision. A tensão entre o estúdio e o publisher que citamos no post anterior vem do fato da Activision estar forçando o desenvolvimento de novos jogos para a franquia fora da Infinity Ward.

3. Outra fonte de tensão seria o desejo da Infinity Ward de que o seu próximo projeto fosse uma franquia nova e/ou um jogo situado no futuro, coisa que a Activision não quer – ela deseja um Modern Warfare 3, claro.

4. Esse contrato mencionado no item 1 entre Infinity Ward e Activision previa o pagamento de royalties gordos por conta de Modern Warfare 2. Bem, a informação é que esses royalties ainda não foram pagos…

4. A “insubordinação” e “quebra de contrato” alegadas pela Activision no comunicado à SEC seria uma negociação aberta pela Infinity Ward com um “publisher rival” para um novo acordo, quando o contrato da discórdia expirasse. A fonte citada não confirma isso, apenas diz que “se acreditava” dentro da Activision que essa negociação existia e que esse publisher não era a Electronic Arts.

5. A tensão entre Infinity Ward e Activision era tão grande que todo o meio-de-campo entre as duas empresas era feito apenas através de dois empregados da Activision.

Então, uma dedução é que o que a Activision fez foi realmente um tipo de “golpe de estado” para tentar forçar a Infinity Ward a seguir amarrada à Activision (por venda ou extensão do contrato atual) ou simplesmente repassar a marca Call of Duty completamente para o publisher.

Para completar a situação com um timing perfeito, a Activision acabou de divulgar seus planos para a franquia Call of Duty. Além do jogo da Treyarch que vai sair este ano, foi anunciado outro para 2011 sem estúdio definido e outro ainda, um jogo “de ação e aventura”, com lançamento previsto também para 2011, a ser desenvolvido pela Sledgehammer Games. Ainda este ano sairão dois packs de mapas para Modern Warfare 2, desenvolvidos pela Infinity Ward.

Além disso, a franquia terá sua própria divisão de negócio dentro da Activision. Essa divisão será chefiada por Philip Earl, atual diretor da divisão Ásia-Pacífico da Activision.

Sobre a Infinity Ward, foi confirmado que West e Zampella estão fora da empresa. Steve Pearce e Steve Ackrich, respectivamente CTO e chefe de produção da Activision Publishing, serão seus substitutos interinos.


Comentários

  1. Isaac

    tenso mesmo, mais ainda pq pelo tamanho da activision ela tem muito mais força que que a infinite, assim fica uma “guerra” bem unjusta.

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